![]() Helena Fagundes helena.fagundes@mtvbrasil.com.br coluna 10 |
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Marte, 31 de outubro de 2003 Give Me Your Hand Quando uma coisa chama muito a atenção, é porque alguma coisa errada ela tem, ou bizarra, ou desproporcional, anormal ou grotesca. Por isso surgiram os "Freak Shows", e o circo, que hoje ainda existe, e o show de horror que continua, só que em outras mídias. Quando um artista tem um talento nato, brilhante, inteligente, não óbvio, sutil, delicado e refinado, beirando a perfeição, por não incomodar ninguém, às vezes não é percebido com a atenção que merecia. No dia
21 de outubro, Elliot Smith se matou com uma facada no peito. Pessoas assim, geralmente são introspectivas, e não têm como objetivo fazer alarde de suas vidas, uma badalação social, um frenessee (nem sei se usei certo essa palavra), ou seja, um circo mesmo. Veja bem, agora não estou falando especificamente do Elliott Smith, mas de todos aqueles que se sentem o personagem da música "Rock N' Roll Suicide", do David Bowie, perdidos num mundo idiota, que não presta atenção em quem não grita para se auto-promover, ou pedir socorro. Por que estou falando tudo isso? Porque não consigo ignorar pessoas, artistas ou não, que têm um bom coração, ou como diria um amigo meu, "livre de todo o pecado", que são deixados de lado, atropelados por um caminhão de informações desnecessárias, e de pessoas mais desnecessárias ainda. E se você, assim como eu, é um Rock N' Roll Suicide, cuidado, não vá ficar deprimido com esse texto e tentar se matar. E não se esqueça: você não está sozinho! Não se isole, procure seus amigos e siga em frente. Seize
The Day
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