Marlisi
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Melhores do ano

A clássica coluna de fim de ano: um balanço sobre o que rolou de novo na música. Confesso que não sou daquelas que está sempre ligada no que saiu ou deixou de sair. Tampouco fico ouvindo de tudo só pra ter uma opinião formada sobre aquele disco ou banda. Mas de vez em quando me bate uma vontade louca de ouvir coisas novas e então saio à procura delas. Numa dessas andanças, achei uma pá de coisa boa.

O primeiro destaque vai para The Rocket Summer. Outra banda de um homem só, a la Dashboard Confessional, parecida, mas bem diferente. Primeiro que o cara tem apenas 21 anos e toca todos os instrumentos. Mas o que chama atenção mesmo é a criatividade que o cara tem, uma super facilidade em aplicar vários elementos em uma só música, criando uma melodia muito rica e que resulta em um emo pop repleto de influências oitentistas. O primeiro disco, Calendar Days, está no meu Top 3 do ano. Recomendadíssimo. Mas vou avisando: é emo meloso e bem gay. Eu gosto, fazer o quê!

O segundo destaque vai para uma banda que está no segundo disco e chama muito a atenção por não existir nada parecido (até onde eu sei). É o Coheed and Cambria e seu lançamento In Keeping Secrets of Silent Earth: 3. Os caras fazem uma misturança danada, resultando num som que eu descreveria como emo progressivo, eu acho. Vale a pena ouvir nem que seja por curiosidade. Imagine misturar o disco Presto do Rush com emo, uma boa pitada de pop e uns hardcores no meio. É mais ou menos o que sai. Esse disco é muito bom mesmo, super tabalhado, os caras capricharam. Há músicas parecidíssimas com o clima do primeiro CD, The Second Stage Turbine Blade, já tem outras que mostram mais amadurecimento na banda.

Particularmente acho o trabalho desses caras impressionante e muito rico que, como falei antes, deve ser conhecido nem que seja apenas por curiosidade. Eu já conhecia desde o ano passado e tinha parado de ouvir durante esse ano, mas quando descobri o novo lançamento, o Coheed and Cambria voltou à tona e é hoje a minha segunda banda preferida e encontra-se também no meu Top 3 de 2003.

Outras coisas boas que ouvi nesse ano, às quais não dou um super destaque, mas merecem atenção, são:

Anadivine – banda emo conterrânea do Coheed and Cambria, formada por uns caras que duvido serem mais velhos que eu, mas que demonstram boa maturidade musical (nossa, falei bonito agora, to quase parecendo crítica profissional – ugh!).

E outras que nem vou explicar uma a uma porque são, basicamente, emo: All American Rejects, Taking Back Sunday, The Lawrence Arms, Number One Fan, Idlewild. Tem outras ainda que acabei de ouvir, então não tenho uma opinião muito bem formada, mas indico pra conhecimento: Armsbendback, Glassjaw, Plans for Revenge, Sleeping at Last, Breaking Pangaea. Não achei grandes coisas nessas últimas, mas são boas. Quem gosta de emo e curte conhecer coisas novas, vale a pena conhecer.

Ah, agora um comentário especial: alguém já ouviu o novo do Saves the Day? Eu comecei a baixar umas músicas e, até agora, achei bem curioso. Tá diferente, mas ainda é Saves the Day... não consigo explicar direito, mas, no geral, achei esquisito e muito, mas muito gay. O vocalista já tinha aquela vozinha suspeita, digamos, mas agora, não há mais suspeita alguma! Ainda é cedo, pras poucas vezes que escutei, dizer o que realmente achei. Quem já conhece, deve ouvir esse novo e ver o que acha. Ah, e se quiser, me diga!

Não só sobre o Saves the Day, mas sobre qualquer uma dessas bandas que citei hoje, quem quiser comentar e dizer o que achou, é só escrever para: marlisi@rauth.com.br .

Ah, e pra completar meu Top 3 do ano, na minha opinião de super fã, eu coloquei o Good Mourning do Alkaline Trio. Quarto disco da banda, tem mais a cara do terceiro, From Here to Infirmary. Antes eu gostava mais das músicas que o Dan cantava, mas nesse disco elas não são o ponto alto, com certeza. As primeiras cantadas pelo Matt (até a quinta faixa) são as melhores, na minha opinião. Destaque para All on Black.

Então é isso. Stay gold!